NOS Primavera Sound – Guia // Dia 1

O NOS Primavera Sound é um festival único. Desde o lançamento do cartaz à estratégia de divulgação e à marca, tem-se afirmado como um dos mais ecléticos e esdrúxulos festivais da Europa. Se o cartaz merece nota 20, a mesma cotação se aplica ao espaço, ao ambiente e à organização. Numa mão cheia de edições, esta, que será a 5ª, deixa-nos boquiabertos por assistirmos a um crescimento tão capaz de um festival com tão poucas edições. Prova de que o Primavera é a estação que veio para ficar e se afirma perante toda a concorrência, ocupando o nosso pódio e o do público.

Por isso, o Viver Festivais preparou um guia onde vamos explorar, por dias, o cartaz. Trazemos um breve resumo das bandas que vão actuar e damos a conhecer algum do trabalho por elas feito. Para que não vos falta nada. Para que vivam os festivais e abram a época deles, em grande!

Cigarettes After Sex.

Em 2016 vivemos a melancolia debaixo de uma chuva miudinha, com Beach House. Este ano sabemos que é com a pop esdrúxula e nostálgica dos Cigarettes After Sex que vamos dançar debaixo dessa melodia. Com Greg Gonzalez a liderar esta marcha melancólica, a banda traz de Brooklyn o novo trabalho “K”. Com fortes influências e inspirações de Mazzy Star, os Texanos são a contradição do amor e do ritmo, pela forma como, acelerando um, desaceleram o outro. Nada melhor para terminar uma noite de meio da semana, quando o frio de Matosinhos invade o Parque e mergulha o público na noite.

Flying Lotus. 

Se tivermos de escolher entre estar “Ready err not” com toda a certeza que optamos pela primeira opção. A genialidade de Steven Ellison, o pai deste lotus voador, confirma-se de trabalho para trabalho. Conhecido por colaborações com Kendrick Lamar e outros artistas não só de hip hop mas de todo o espectro musical, Flying Lotus também se afirma em nome pessoal quando agrupa o jazz a esta composição esdrúxula e ritmada, explorando síncopes acertadas nas teclas. Flying Lotus estreou-se nos lançamentos em 2006, com um álbum homónimo ao seu nascimento. “1983” surpreendeu a crítica e sustentou Steven na cena musical, de tal forma que de dois em dois anos tem lançado álbuns (“Los Angeles” em 2008, “Cosmogramma” em 2010 e “Until the Quiet Comes” em 2012). Para já, traz-nos o quinto e último álbum “You’re Dead” e acreditamos que existe um sucessor à porta. É um dos concertos que não queremos perder neste primeiro dia de festival!

Grandaddy.

O rock aliou-se ao psicadelismo e a uns pózinhos de electrónica, tornando a mistura homogénea e genial. A tudo isto, Grandaddy somou a voz doce de Jason Lytle e o indie assinava, em 1990, um dos seus primeiros registos íntegros e completos. O primeiro trabalho foi lançado em cassete e com apenas 200 cópias a banda americana mergulhava nas profundezas da música com um registo único. Com muitos anos de estrada e alguns de interregno, os Grandaddy trazem da Califórnia esta mistura de renome. “Under the Western Freeway”, “Sumday” ou “Just like the Fambly Cat” são alguns dos álbuns que o Parque da Cidade do Porto vai receber.

Justice.

Se é “Safe or Sound” não sabemos, mas podemos garantir que Justice é “FIRE”! Gaspard Augé e Xavier de Rosnáy formam uma das duplas de electrónica mais imponentes do momento. De França para Portugal,o duo, que já actuou no NOS Alive em 2012, promete cumprir com rigor o espectáculo explosivo, assinatura meticulosa com a qual ficaram conhecidos desde 2007. Prevemos que seja o concerto de encerramento de dia 8 e, se assim for, não podia terminar de melhor maneira.

Miguel.

Chama-se Miguel Pimentel e vem dos EUA. Por cá, que temos a mania de encontrar sempre portugalidades em todos os recantos, estamos familiarizados com o nome. Mas com a música, talvez não. Pela primeira vez em Portugal, Miguel traz o calor do R&B e da electrónica numa noite onde a heterogeneidade da música marcha ao lado da genialidade das vozes que recebem o NOS Primavera num primeiro dia de luxo. O artista, que já trabalhou com Big Sean, Ludacris, Hudson Mohawke, Santana e Mariah Carey, bebeu deles toda a inspiração e critou um “Wildheart” único. Nesse álbum que se tornará alinhamento, em Junho, o público pode esperar um artista jovem numa voz madura e uma energia única em palco.

Rodrigo Leão e Scott Matthew.

Em 2016 aqueceram salas portuguesas com os ditongos das letras, com a voz quente e as guitarras alinhadas nesta dupla de eleição. A música, a tornar-se íntima, explora o Parque da Cidade do Porto no primeiro dia do Festival e já estamos a imaginar o anfiteatro do palco NOS a receber este duo para uma melancolia de fim-de-tarde única. Ouvimos um bocadinho de Bowie e inspirações de Nick Cave com “Life is Long” o trabalho conjunto de Leão e Matthew, onde o primeiro ficou a cargo da composição e produção e o segundo, das melodias e voz.

Run The Jewels.

Passaram pelo festival em 2015 e o palco ATP foi pequeno para a energia contagiante the Run the Jewels. Ambiciosos e esdrúxulos, a dupla EL-P e Killer Mike traz ao Porto o seu terceiro álbum “Run The Jewels 3”. Contestatários e adeptos da revolução, transportam o quotidiano para o hip hop e fazem da música essa intervenção musical. E se no festival por alguma super-banda, podemos afirmar que os Jewels são uma delas.

Run The Jewels: Legend Has It (Official Video)

VIDEO PREMIERE! Rap super-duo Run The Jewels premiere “Legend Has It”, the first video from their universally lauded album Run The Jewels 3. Directed by esteemed talent and old compatriot Brian Beletic (who previously helmed El-P’s classic “Deep Space 9mm” video), the clip portrays the duo in a police lineup, which they suspect might just be a set up. The acid they just dropped isn’t helping, either. Director Brian Beletic states: “The video for ‘Legend Has It’ plays with the theme of guilty until proven innocent. We live in a world where the stronger the truth the greater the opposition. In this story EL-P and Killer Mike are in a police lineup and the cards are stacked heavily against them. But why is that?” And for Run the Jewels, “this video is a worst nightmare scenario. High on acid and caught in the system. Pitted against icons of innocence in a police line up that doesn't feel real. No bunnies were hurt in the making of this video.”Look out for more videos to come from Run the Jewels…Credits:Director: Brian BeleticProducer: Terry Gallagher, Dennis BeierExecutive Producer: Drew SantarsieroProduction Company: SMUGGLERDP: Ryley BrownProduction Designer: David SkinnerCostume: Lindy McMichael, Matt GoldmanAssistant Director: George NessisEditor: Sam OstroveVFX – Autonomous, Andy BateExecutive Producer (RTJ): Amaechi UzoigweFor more Run the Jewels, please visit www.runthejewels.comPick up RTJ3: http://rtj3.io/getitFASpecial thanks to Smuggler Films and Adult Swim(c) Run the Jewels, Inc.

Publicado por Run The Jewels em Quarta-feira, 22 de Março de 2017

Samuel Úria.

Todos os anos, o NOS Primavera começa em Português. Como tal, acreditamos que Samuel Úria terá o privilégio de inaugurar os palcos da edição de 2017. O artista que nos trouxe, em 2016, a melhor “Carga de Ombro” que um corpo pode receber, apresenta pela primeira vez no Festival o seu mais recente álbum, bem como trabalhos passados que mergulharam os corpos na sensualidade das composições vocais e melódicas (“Não arrastes o meu caixão” é um desses exemplos). Das músicas do mais recente álbum, deverão fazer parte do alinhamento “É preciso que eu diminua”, “Carga de Ombro” ou “Repressão”.

 

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