NOS Primavera Sound – Guia // Dia 3

A menos de uma semana do tão aguardado NOS Primavera Sound, para uma das edições com uma dos melhores cartazes de sempre, o Viver Festivais visita as bandas que vão andar pelo Parque da Cidade. Com destaque para Aphex Twin e Metronomy, há outros artistas obrigatórios para espreitar, como Elza Soares ou Sampha.

Núria Graham.

Da vizinha Espanha para Portugal, a voz doce e melancólica de Núria devolve-nos as malhas simples da guitarra ao fim de tarde ameno que se precipita no Parque da Cidade. A abrir o dia 10, Nuria traz “Bird Eyes” para que se tenha uma perspectiva completa do Primavera e se permita a integração de uma cantautora jovem e delicada, com um romantismo nas canções e doçura na voz. Já partilhou o palco com Unknown Mortal Orchestra e St.Vincent. “In the Cave” é o seu mais recente trabalho e podemos esperar uma retrospectiva na curta mas brilhante carreira da catalã.

Evols.

É um rock nostálgico e por isso nada melhor que o fim de tarde de 10 de Junho para mergulhar nos instrumentos de Evols. De Vila do Conde para o Parque da Cidade, a banda percorrerá “II” e “Father Death”. Passaram de trio a quinteto e a formação actual cresceu dentro do rock e das guitarras, no psicadelismo inspirado nos anos 60 e na reinvenção das melodias.

Songhoy Blues.

Do Mali para o Porto, os Songhoy Blues apresentam-se pela primeira vez em Portugal. São uma banda maior que a política, maior que a forma como o refúgio na música serve para a cura e maiores que a forma como o fundentalismo jihadista exerceu pressão sobre o território a que chamavam casa. Por isso tudo, são uma das bandas a não perder dia 10 de Junho. Viajam entre o blues e o punk e inspiram as cordas na reinvenção do protesto feito canção. Por isso, no parque da cidade vão-nos apresentar, ao fim da tarde, trabalhos como “Resistance” e “Music in Exile”. A não perder!

Elza Soares.

“A mulher do fim do mundo” chega em forma de álbum e em personificação de pessoa. Elza Soares chega ao Porto depois de, durante o último ano, ter conquistado o público português no seu trono, dando a conhecer o seu mais recente trabalho em cidades como Lisboa e Porto. Activista e com um sem fim de histórias para contar sobre a revolução, influencia a música brasileira na forma e no conteúdo, deixando que a sua história pessoal seja cantada e contada. Do Brasil para o Porto, traz-nos as favelas, a discriminação e a forma como ser activista faz dela a mulher do trono, na canção feita protesto.

Wand.

Viajamos entre Pond e Ty Segall quando ouvimos Wand. Do rock psicadélico e nostálgico, somos capazes de decifrar o indie alternativo em trabalhos como “Melted Rope” e arranjos experimentalistas que nos obrigam a fechar os olhos ou agitar a cabeça com temas mais pesados como “Self Hypnosis in 3 Days”. E é essencialmente esta viagem que nos trazem dia 10 de Junho, às 19H, no Palco, com o mais recente trabalho “1000 Days”.

The Growlers.

Vivem na estrada há mais de uma década e já passaram por Portugal com “Chinese Fountain”. Os Growlers  regressam agora da Califórnia, com “City Club”, o mais recente álbum. Entre o funk, o surf rock e o garage tratam a música por ti e o ritmo oscilante do corpo nas guitarras e nas canções.

Shellac.

Chamam-lhe o trio das guitarras nervosas e sem dúvida que ritmo alucinado é coisa que não falta a Shellac. Presença assídua no Primavera, a banda americana traz “1000 Hurts” e “Dude Incredible” ao Porto e ao rock.

Sampha.

O Londrino é promessa do pop e do hip-hop e crescimento exponencial nas playlists desse mundo fora. Passagem obrigatório para quem vai ao Primavera Sound, o concerto de Sampha promete dedilhar o melhor do activismo e da canção, no conteúdo e na estética. “Process” é o mais recente trabalhar e chega a Portugal quase a estrear, uma vez que o artista o lançou já este ano.

Death Grips.

O experimentalismo dos Death Grips é a base do hip-hop reinventado e por isso são uma das bandas obrigatórias para esta edição do NPS. No parque da cidade, a par do concerto em Barcelona, prometem um concerto impar e esdrúxulo, onde as malhas são noise e o ruído uma exploração dos sons e do além, num caos soturno e residual que promete trazer os fãs à frontrow.

Metronomy.

Dispensam apresentações e são um dos cabeças de cartaz do festival. Os Metronomy já se tornaram obrigatórios nos festivais por onde passam e na estreia a norte de Portugal voltam a imperar essa condição. “Summer 08” é o mais recente trabalho, mas a banda britânica não vai falhar o alinhamento e “Love Letters” ou “English Riviera” serão trabalhos que farão, com toda a certeza, parte do alinhamento.

Mitski.

Este ano os palcos são das cantatouras do folk. E Mitski não é excepção. Com uma voz apaixonante, a americana traz-nos “Puberty 2” e a maturidade feita canção. Um serão doce, para nos perdermos nos ritmos quentes da folk. É uma das promessas do ano e, por isso, outros dos imperdíveis do NPS.

Weyes Blood.

Com apenas 28 anos trata o rock alternativo por tu e traz ao Porto a onda da anterior Mitski. Da California, só podia envolver-nos com Joni Mitchell e Joan Baez na forma e na inspiração. “Front Row Seat To Earth” é romantismo feito canção e prova de que a artista confirma o lugar de destaque na crítica internacional.

Japandroids.

“Near to the wild heart of life” é o regresso apoteótico do punk. Do Canadá para o Porto ressuscitam em concerto depois de um “Post Nothing” esdrúxulo. A hora não podia ser mais apropriada para abrir o corpo à dança e a cabeça à agitação frenética.

The Make-Up.

São icónicos. Podíamo-nos ficar por aqui, não fosse o regresso de Ian aos palcos e do punk à voz. Garage, Soul são os ingredientes que transformam os americanos nos reis do rock na sujidade em forma de canção. Por isso, às 23H30 marcar presença no Palco. Mais não seja para presenciar o mais recente trabalho “Untouchable Sound” ou reavivar as memórias de “Save Yourself”.

Aphex Twin.

É o rei dos sintetizadores ou o rei da música, per se. “Cheeta” é o EP que devolve aos palcos o rei da electrónica e a rapidez da composição. Cabeça de cartaz no festival do Porto, é aclamado pelo IDM e pela techno, resistindo ao tempo e aos tops, onde se mantém em posição de pódio intemporal. Às 00H30 é possível presenciar toda a sua genialidade no Palco NOS.

Operators.

Dos Wolf Parade para um registo a solo e mais distanciado do trabalho com a banda, Dan traz ao Porto o seu aclamado “Blue Wave”. Com Operators, explora agora a electrónica pop e mergulha nos anos 80 para trazer à superfície a estética e a técnica destes anos, ambientada para a contemporaneidade. Depeche Mode, Future Islands ou LCD Soundsystem são referências constantes no seu trabalho. O concerto está marcado para a meia noite, no Palco Pitchfork. A não perder!

Black Angels.

“Death Song” e “Passover” foram trabalhos que os categorizaram no psicadélico. Do rock para as tabelas do alternativo e obrigatório, carimbaram estes selos novamente com “Clear Lake Forest”, trabalho que trazem ao Parque da Cidade, ao Palco. A voz apaixonante de Roky Erikson é acompanhada em nostalgia dedilhada em guitarra e acompanhada na bateria e no baixo. À 1 da manhã é um dos últimos concertos no NPS e consta na lista dos obrigatórios.

Against Me!

O primeiro trabalho foi “Reinventing Axl Rose”. Fundados em 1997, os Against Me! moram no indie punk e têm evoluído para serem uma das referências nesse target. “Shape Shift With Me” é o mais recente trabalho da banda, que começou como um projecto acústico e evoluiu durante os últimos 15 anos de tal forma que americanos têm sido convidados em inúmeros festivais pelo mundo fora, mantendo vivo o punk nostálgico.

Tycho.

É um pop que oscila para o dream e para a electrónica pensada por um trio técnico e estético. Da fotografia ao design, reinventam-se na música para juntar ambientes e sonoridades, estéticas e influências de todas as áreas. Desmedidos nas referências e com um sem fim de caminhos a explorar, levam-nos na aventura da electrónica acompanha por efeitos que envolvem as canções e o público. Às 2H45 prometem ser uma despedida nostálgica do festival do Porto e deixar os corações quentes, na madrugada do Parque da Cidade.

Bicep!

Os Feel My Bicep não são novidades no Primavera mas a forma como abordam a electrónica e a techno torna-os obrigatórios no cenário do género musical do NPS. Por isso mesmo voltam a figurar no cartaz do festival e apresentam “Dahlia”, o mais recente trabalho e um dos mais aclamados de sempre. De Belfast, trazem-nos não só os remixes da irlanda mas também do mundo inteiro, para um serão que é para sentir de olhos fechados e pés dançantes.

Marc Piñol.

O espanhol da electrónica carrega o peso de encerrar o NOS Primavera Sound. Mas para Marc a tarefa não deve ser difícil. Com concerto marcado para as 5H no palco Pitchfork, Piñol traz de Barcelona os ritmos frenéticos da electro e a combinação com uma estética sonora a evoluir ao longo de duas décadas. Para os resistentes e amantes de house, é um dos concertos a não perder nesta edição!

 

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