Reportagem: Vodafone Mexefest (7 Dezembro)

O Festival Mexfest, organizado pela Música no Coração, a decorrer entre hoje e amanhã, faz da Avenida da Liberdade o seu mega palco. A avenida da Liberdade, bem como a Casa do Alentejo ou a Sociedade de Geografia, e os diversos espaços de lazer nocturno que a compõem fazem deste festival um acontecimento magnífico, sobretudo, pelo movimento que consegue gerar numa das zonas mais belas da cidade de Lisboa.

A ajudar o Festival há ainda que acrescentar a maravilhosa temperatura que se faz sentir, emprestando ao ambiente uma nota tropical que se mistura paradoxalmente com castanhas assadas – que vão sendo oferecidas pela Vodafone em pequenos pacotes coloridos – e com as muitas gentes e luzes que povoam pela noite fora a avenida da Liberdade.

Para já, entre outros de reconhecida qualidade, merecem destaque os concertos de Samuel Úria, Os Quais, Manuel Fúria & os Náufragos, Discotexas Band e Gala Drop.

Samuel Úria encheu a magnífica sala do Teatro Tivoli com um magnífico concerto ao qual se juntou um coro de rapazes e raparigas que empresta uma variedade sonora a este músico que, entre outros, junta estilos como o rock ou o punk a letras que muito têm que ver com o imaginário quotidiano nacional.

Jacinto Lucas Pires e Tomás, a dupla que dá forma aos Quais, apresentam uma sonoridade próxima da Bossa –Nova, mas também de cantautores como Chico Buarque ou Vinícius, onde o modo como se diz e entoam as palavras valem mais do que o ato de cantar. Assim, dizer palavras é também juntar sons e emoções que se vão trocando espontaneamente com um público cúmplice, mas que se mostra bastante conhecedor daquilo que vem ouvir.

Quanto a Manuel Fúria continua na melhor linha a que já nos habituou: a temas de inspiração mais tradicional junta os acordes fortes e impetuosos da sua guitarra, num estilo muito próprio de quem parece querer puxar pelo melhor que existe na cultura popular nacional – note-se, em especial, o interessante arranjo de um tema de Tony Carreira hoje interpretado por Manuel Fúria. Acresce salientar a qualidade dos outros músicos que com ele se apresentam, nomeadamente, do baterista Salvador.

A concluir, a música portuguesa, que se faz actualmente em Portugal, está de parabéns, não só pela qualidade dos temas que se ancoram no quotidiano de cada um de nós, mas também por um espírito fraterno que faz sentir, em que os músicos se felicitam abertamente já para não falar de que alguns deles chegam a tocar em mais de uma banda. Talvez estejamos a aprender algo com os nossos irmãos do outro lado do Atlântico!…

Texto: Andrea Mendes

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