Vodafone Paredes de Coura – Dia 16

São 25 as edições que Paredes de Coura conta. Mas muito mais, as histórias que à volta dele se somam, para perpetuar e deixar viva a memória para os trilhos que se cruzam num dos mais mediáticos festivais de verão portugueses. Se é pelo Taboão, pelo habitat natural da música ou pelo reduto que Coura tem, não sabemos, mas com toda a certeza o definimos como ponto de passagem obrigatória.

O festival regressa às margens do Taboão a 16 de Agosto e a edição é inaugurada pelos mais novos: a Escola de Rock de Coura, um programa de formação intensivo para jovens a partir dos 13 anos que se realiza durante a interrupção lectiva de Dezembro do ano anterior. Com eles e para emancipar esta vigésima quinta edição, chegam a Coura temas das bandas mais marcantes que já passaram pelos palcos do festival.
Das canções ensaiadas e dedilhadas por jovens promessa, passamos para a Spoken Word de Kate Tempest. “Let Them Eat Chaos”, sucessor de “Everybody Down” é o disco que traz Tempest a Coura, numa promessa de concerto único. Fala-nos de uma Europa Perdida e navega entre uma espécie de hip-hop que rima com o brilhantismo dos seus 31 e de experiências que traz às canções. Um dos concertos a não perder neste regresso a Coura.
Com os The Wedding Present revitalizamos a nostalgia e carimbamos o selo para uma viagem que começa em 87, 6 anos antes de ainda Coura existir. George Best, jogador de futebol irlandês, é chamado à parábola e é a ele que se canta com “Something or Nothing” ou “All about Eve”. O indie Pop dos britânicos promete agitar este primeiro dia.
Beak> transformam o post-punk numa cena agitada que desliza entre margens de hip-hop e da electrónica, experimentalismo de dub que se transfigura para ganhar forma na cena do krautrock. “Eggdog” ou “I know” são temas obrigatórios a norte e o mergulho neste hipnotismo, passagem obrigatória em Coura.

De Inglaterra para Portugal, são os Mão Morta que dão vida à gramática em português e à celebração de um dos mais esdrúxulos carimbos da cena do rock luso. É com “Mutantes S.21” que se apresentam ao público de Coura e ao festival, a sua celebração. Entre o punk, o industrial e o experimental, são o rendez-vous à história portuguesa do rock.

Para terminar a noite inaugural, aquecimento do coração e das formas rítmicas nas quais os corpos enlaçam, Future Islands prometem ser a âncora para uma ilha de paraíso que contesta o synthpop. Aclamados na crítica e desenhados em páginas de toda a imprensa especializada, trazem clássicos como “Seasons” e “A Dream of You and Me”. Depois de já terem subido aos palcos do Alive e do Primavera, é agora a vez de Paredes de Coura chegar a este futuro breve.

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